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RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware

Este artigo será uma continuação do nosso primeiro explicando os níveis de RAID existentes (pelo menos os mais comuns). Muita gente acaba se perdendo quando falamos em criar um RAID no Linux, mas depois falamos que é possível criar RAID em uma camada fora do Sistema Operacional. Neste artigo, vamos aprender exatamente a diferença entre RAID de Software vs RAID de Hardware.

Caso você ainda não tenha lido o primeiro artigo, clique no link abaixo:

O que é RAID de Hardware?

O RAID de Hardware é configurado em uma camada antecedente ao Sistema Operacional em si, seja ele Linux ou Windows. O S.O não é envolvido neste processo.

O componente responsável por fazer esse tipo de configuração é chamado de controladora de disco. A controladora de disco pode ser tanto onboard (não é comum, apenas em Desktops), quanto offboard (maneira mais comum).

Onboard é tudo que é integrado a placa-mãe. Offboard é o que pode ser “slotado”, como por exemplo, as placas de vídeo. Vamos explorar um pouco mais sobre as controladoras offboard.

Esses componentes são encontrados em servidores de grandes fabricantes como Dell, IBM, HP, etc. Ele é muito similar esteticamente a uma placa de vídeo, a qual podemos plugar nos conectores PCI. Veja uma foto abaixo:

RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware
RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware

Parte lógica do RAID de Hardware

Dentro desta controladora existe um firmware, similar à BIOS, que podemos acessar durante o boot. Dentro deste console é onde configuramos o RAID. Veja abaixo uma foto do console da controladora:

RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware
RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware


Sendo assim, toda a configuração é feita pelo console da controladora, ou seja, quando iniciarmos o sistema operacional, ele vai enxergar o disco virtual que foi criado e não os discos físico em si.

O que isso significa? Imagine dois discos de 500GB em RAID 0. O resultado seria um disco virtual de 1TB, correto? Pois bem, o sistema operacional vai enxergar como sendo um disco de 1TB. Como tudo isso acontece em uma camada antecessora ao Sistema Operacional, o mesmo não vai nem saber que existem dois discos ali. Para ele, existe somente um disco de 1 Terabyte.

O que é RAID de Software?

O RAID de Software tem a mesma função que o RAID de Hardware, mas quando não dispomos de uma controladora de disco para realizarmos a configuração. Desta forma, diferente do RAID de Hardware, toda a configuração dos discos virtuais é feita por dentro do Sistema Operacional.

Por termos a possibilidade de configurar isso no Linux, você pode fazer tanto em um servidor, quanto na sua própria casa, utilizando de ferramentas open-source para isso. Segue abaixo um exemplo do mdadm:

RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware
RAID 2#: RAID de Software vs RAID de Hardware

A parte técnica funciona da mesma forma, combinamos dois discos e criamos um novo disco virtual que será utilizado pelo sistema, ao invés dos discos físicos. No exemplo acima, note que foram combinados os discos físicos /dev/sdd1, /dev/sdc1 e /dev/sdb1 para criar um disco virtual chamado /dev/md0.

Qual a diferença entre o RAID de Software e o RAID de Hardware?

Bom, a diferença, como já podemos notar, está no uso ou não da controladora de disco. Mas, onde isso impacta diretamente?

Todo o processamento lógico de um RAID, se configurado na controladora, será executado pela própria controladora, que possui um processador integrado a ela. Desta forma, o consumo da nossa CPU será muito menor, porque os cálculos lógicos serão feitos pela CPU da controladora de disco.

Já no RAID de Software, todo o cálculo lógico do RAID fica por conta do nosso próprio processador, ora não temos nenhum processador adicional para isso.

Eu diria que a única vantagem de utilizar um RAID de Software é em relação ao gasto quanto a uma controladora (que custa em torno de R$1500,00 – R$2500,00).

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